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Roberto Duarte


Roberto_Duarte
Um dos mais requisitados regentes brasileiros, com larga experiência também na Europa, Roberto Duarte fez seus estudos no Rio de Janeiro, aperfeiçoando-se mais tarde na Itália e na Alemanha com bolsa especial do DAAD. Sua carreira Internacional começou logo depois de ter sido laureado com o Prêmio “Serge Koussevitzky” no Concurso Internacional de Regência do Festival Villa-Lobos, no Rio de Janeiro em 1975. Entre as principais orquestras que tem dirigido fora do Brasil estão: Tonhalle Orchester Zürich, Ungarische Philharmonie, Orchestre de la Radio Suisse Romande, Orchestra G. Enescu, Slovak Symphony Orchestra, Moscow Chamber Orchestra, Tchaikowsky Symphony Orchestra Moscow, Bruckner Sinfonie Orchester Linz, Akron Symphony Orchestra, Orchestra Sinfonica di Bari, Orchestra Sinfonica Abruzzese, Orchestra Filarmonica Marchigiana, entre outras.

Roberto Duarte foi Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1981–1994), da Orquestra Sinfônica do Paraná (1998-1999) e da Orquestra Unisinos, no Rio Grande do Sul (2003-2006), fundador e Diretor Musical da Orquestra do Theatro São Pedro, em São Paulo (2010-2012).

Considerado um especialista na obra orquestral de Villa-Lobos, sob sua batuta, foram gravados na Europa vários CDs para o selo Marco Polo com obras do mestre. Com a Orquestra de Câmara Tommaso Traeta (por ele fundada, na Itália, em 1988), gravou obras inéditas do compositor italiano Comte de Saint Germain e do brasileiro Padre José Maurício Nunes Garcia. No Brasil muitos outros CDs foram dedicados a compositores brasileiros.

Por todos os seus méritos Duarte recebeu da Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA o prêmio de Melhor Regente do Ano de 1994 e 1997. Em novembro de 1996 recebeu do Governo Brasileiro, através da Fundação Nacional de Arte - Funarte, o mais alto prêmio da Música no Brasil: o Prêmio Nacional da Música, como regente. Em 2001 e 2010 recebeu o Prêmio Carlos Gomes por sua atuação no campo da ópera, como regente e revisor. Da cidade de Campinas – SP recebeu a Medalha Carlos Gomes por seu trabalho de divulgação da música brasileira. A sua edição de Il Guarany, de A. Carlos Gomes, para a Funarte, representa um marco no trabalho de revisão no Brasil, onde a obra do nosso maior operista foi totalmente restaurada. Trabalho idêntico foi feito na ópera Lo Schiavo do mesmo compositor.

Em suas atividades acadêmicas destacam-se: professor de Regência e Prática de Orquestra durante 27 anos na UFRJ; masterclasses em vários estados brasileiros e fora do Brasil no Chile, Grécia, Suíça e na Itália durante 14 anos foi professor de regência no Corso Internazionale di Polifonia Latino-Mediterranea. Há três anos mantem um curso de Regência Orquestral em Bitonto (Itália). Escreveu ainda os livros: Revisão das Obras Orquestrais de Villa-Lobos, em dois volumes (Editora UFF-RJ) e Villa-Lobos errou? (Subsídios para uma revisão musicológica em Villa-Lobos) em português, inglês e francês (Algol Editora-SP), além de textos para os livros Ópera à brasileira, organizado por J. L. Sampaio (Algol Editora-SP), Mignone organizado por Vasco Mariz (Funarte) e um capítulo sobre a música brasileira para a História Universal da Música de Kurt Pahlen, edição em português, (Edições Melhoramentos-SP).

Duarte ocupou, aos 34 anos, o importante cargo de Conselheiro de Estado na área da Cultura no Estado do Rio de Janeiro. Atualmente é membro da Academia Brasileira de Música, tendo sido várias vezes secretário e vice-presidente, membro honorário da Academia Nacional de Música e membro da Academia Brasileira de Música e Letras.